Fotografia lifestyle: Como aproveitar a casa do cliente

Fotografia lifestyle: Como aproveitar a casa do seu cliente

Você tem dificuldade ou facilidade pra fotografar na casa do cliente?

Então, nesse artigo eu quero te ensinar 3 formas/dicas diferentes de enxergar a casa do seu cliente.

Fotografando o que realmente importa e contando a história deles com empatia e propósito.

A fotografia tem suas particularidades, e a fotografia lifestyle na casa dos clientes, mais ainda!

Nós sempre vamos chegar para fotografar em um ambiente desconhecido, não sabemos muito bem quanto espaço e luz vamos ter, quais ambientes vão valorizar, que detalhes podemos aproveitar…

E pra que você não se sinta bloqueado ao fotografar na casa de outra pessoa, as instruções desse post vão te ajudar a enxergar diferente em um ambiente “limitado” e sem ser de fato uma locação.

Fotografe como observador

Para contar histórias precisamos antes enxergar cenas e momentos. Na fotografia lifestyle precisamos ser observadores, narradores… Assim como em um livro, que nos conta em mínimos detalhes tudo o que tem e acontece em uma cena.

É muito comum simplesmente “sair clicando”, ainda mais no desconforto de estar na casa de outra pessoa, sem saber por onde começar.

Esse desconforto é normal, e com a prática você vai se acostumar a fazer sessões em casa também.

Ao invés de simplesmente chegar colocando a câmera no pescoço, olhe os espaços da casa, observe a luz, encontre “cantinhos” charmosos, diferentes e/ou com potencial pra fotografar. Pergunte pro seu cliente onde eles costumam ficar nas horas livres, converse mesmo com ele…

Em uma sessão de bebê, por exemplo, você pode iniciar uma conversa sobre as escolhas pro quartinho, as cores, os brinquedinhos, e então você começará a ter mais conexão com os pais e com o ambiente. E no momento de pegar a câmera, toda a conversa te trará maior domínio pra contar a história que acontece ali.

E nesses momentos de conversa e observação, você visualiza enquadramentos diferentes dos ambientes da casa pra fotografar, se distancia um pouco e consegue enxergar ações e o ambiente como um todo (calma que isso vou explicar melhor na 2ª dica).

Dessa forma, tudo se tornará parte da fotografia, através do que você observou. As portas, os detalhes, os móveis, as cores, os animais da casa… E a sua fotografia vai ser muito mais rica e cheia de significado.

O espaço como um todo

Uma das maiores dificuldades ao fotografar em casa é a criatividade. Os cômodos realmente limitam, mas basta você treinar o seu olhar para composições mais abertas também.

Estamos acostumados a fazer fotos de pertinho, de retrato, close, plano americano, mas entre uma foto e outra, ter um registro mais de longe vai enriquecer a sua fotografia. Não esqueça dessas fotos que mostrem mais dos ambientes.

Parece óbvio falar isso, porque fotos abertas são naturais e “automáticas” de serem feitas em sessões externas, mas quando estamos em cômodos esquecemos dessas fotos! A gente só percebe depois quando abre as fotos pra editar e sente que a sessão ficou repetitiva.

Então, anota aí pra não esquecer mais!

E sim, ter uma lente que permita fotografar em um ângulo maior ajuda muito nesse momento. Mas independente do equipamento que estiver usando, sempre faça algumas fotos no enquadramento máximo que conseguir.

Arrumadinha básica

Na fotografia lifestyle queremos registrar sim tudo o mais natural e espontâneo possível, mas não tem problema ajustar um pouco o ambiente pra valorizar a fotografia.

Para a fotografia documental os itens “espalhados” pela casa ajudam a mostrar a rotina e a realidade, e por isso não precisam ser modificados, mas no lifestyle essa arrumadinha básica ajuda bastante a enriquecer o resultado final, e também evita o trabalho de pós produção.

Não é uma faxina na casa, tá? ahah

É uma arrumação que não transforma o espaço, e sim que deixa o necessário e bonito.

Por exemplo, mesinhas laterais e criados-mudos costumam ter itens de decoração, e também: remédios, despertadores, cabos de celular, livros… Você pode (com permissão do seu cliente, sempre!) deixar só os itens de decoração.

Outro exemplo de arrumação simples que ajuda no resultado: Auxiliar o cliente antes da sessão com as cores para a roupa de cama ficar em harmonia com as roupas deles.

Nessa foto aqui embaixo temos os dois últimos exemplos aplicados. As cores da roupa de cama do berço em harmonia com a roupa escolhida para o bebê, e o berço antes da sessão começar estava com outras coisas que iriam poluir a foto, como brinquedinhos super coloridos, flanelinha do bebê, etc. Então mantive só o que iria ornar e valorizar.

São detalhes pequenos, que não damos tanta atenção, mas que fazem muita diferença na foto!

E agora?

Me conta aqui nos comentários se essas dicas foram úteis pra você, e me conta que outras dúvidas você tem sobre a fotografia lifestyle.

Fotografar na casa do cliente ficou mais fácil agora?

Espero que essas dicas te ajudem a fazer cada vez mais e melhores sessões nesse estilo!

E se quiser, também tem um conteúdo em vídeo desse artigo aqui, que publiquei lá no meu canal do Youtube, oh:

Se você tem algum amigo que quer aprender sobre essas fotos na casa dos clientes, com um toque mais natural e verdadeiro, encaminha esse post pra ele também.

Assim esse estilo fica cada vez mais conhecido e pedido pelos nossos clientes.

Beijos,
Isis

  • Michael Kuvabata

    Oi Isis desculpa se essa é uma pergunta muito repetitiva mas não me lembro se você já disse em um dos seus vídeos. É bastante comum depois de fotografar gestante chamar pra fazer newborn, eu não faço porque sei da complexabilidade e responsabilidade, falo que gosto de fotografar depois de um mês é legal porque o bebe define mais os traços da família. Estou no caminho certo, você também não trabalha newborn certo? grande abraço