Contrato de fotografia: dicas e cláusulas que não podem faltar

Contrato de fotografia

Fechou um trabalho como fotógrafo? Então é hora de colocar tudo no papel para proteger seus direitos e estabelecer expectativas claras entre as partes envolvidas. Mas calma, não é só uma burocracia chata… Ter um contrato de fotografia é o principal segredo para evitar dores de cabeça.

Nesse artigo, vou te dar dicas valiosas e contar quais cláusulas não podem faltar no seu contrato de fotografia. Bora se preparar para fotografar com profissionalismo e tranquilidade!

O meu primeiro calote na fotografia

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Esses dias eu estava revirando um armário na antiga casa dos meus pais e me deparei com uma lembrança chata do início da minha carreira na fotografia: o primeiro calote que sofri na vida.

Foram 6 horas cobrindo uma festa de 15 anos por míseros 700 reais, que nunca chegaram nas minhas mãos. Aquilo doeu, mas, olhando para trás, percebo que foi esse episódio que deu origem ao que sou hoje, e ao Coisa de Fotógrafa.

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Aquela experiência amarga me ensinou lições valiosas. Eu transformei aquele calote em um ponto de virada. Eu decidi que seria o último. Depois de me sentir uma boba, frustrada e desvalorizada, caiu a ficha de que eu tinha um negócio.

Foi quando compreendi que ter o meu próprio negócio na fotografia ia muito além de tirar boas fotos. Eu precisava estudar a parte séria e burocrática também, incluindo o contrato de fotografia.

Porque tudo isso eu fazia por intuição ou nem mesmo fazia. 

Foi nessa busca por aprendizado que me deparei com um mercado que só falava sobre a parte artística, e não compartilhava nada sobre o modo negócio.

Depois de aprender tudo que eu precisava entre testes, erros e acertos, e finalmente conseguir organizar minha empresa, percebi que não seria mais vítima de calote por falta de conhecimento e negligência da minha parte. 

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Não coloque só as suas obrigações no contrato de fotografia

Quando falamos de contrato na fotografia, é essencial não se limitar só às obrigações do fotógrafo. 

Um contrato de fotografia completo e justo deve ter cláusulas claras e abrangentes. Elas devem considerar tanto o fotógrafo quanto o cliente. Assim, é possível proteger os direitos de todo mundo e ter uma relação profissional tranquila.

O contrato precisa incluir informações como quantas fotos serão entregues, prazos de edição e direitos autorais, para não surgir futuros desentendimentos.

Além disso, o documento também precisa proteger o fotógrafo em casos de cancelamentos ou atrasos do cliente. Isso é para não existir prejuízo financeiro ou dificuldades em reorganizar agenda e arranjar novos trabalhos em decorrência da falta de compromisso do contratante.

Por outro lado, um contrato bem feito beneficia todo mundo. 

Cláusulas certas para ambas as partes trazem segurança e transparência para todo mundo, criando uma relação de confiança e profissionalismo entre fotógrafo e cliente.

Como fazer um contrato de fotografia?

Eu também tinha medo de usar contratos no início do meu trabalho na fotografia. Eu achava que isso ia afastar os clientes, que eles iam sair correndo.

Mas isso muda quando você entende que sua empresa na fotografia é um negócio sério e a intenção do contrato não é ser algo mirabolante que dificulte sua vida ou a do cliente.

O contrato na fotografia serve para deixar documentado tudo aquilo que foi combinado, garantindo segurança para você e seu cliente. Então se algum cliente não gosta dessa ideia, pode ser que desde o início já existam más intenções.

Eu prefiro perder um cliente que não quer cumprir o combinado do que ter dores de cabeça futuras por ter optado em não ter um contrato de fotografia.

Lembrando que o contrato deve ser atualizado conforme suas necessidades e experiências. Se for surgindo problemas ou mal-entendidos com o cliente, você vai adicionando detalhes a mais.

Mas existem algumas informações e cláusulas essenciais que devem estar no seu contrato desde o início, você nem precisa esperar para colocar elas lá. São essas aqui:

1. Identificação das partes

Um dos pontos cruciais ao elaborar um contrato na fotografia é garantir a identificação adequada das partes envolvidas.

Logo no início do documento, é essencial incluir informações como: nome completo, CPF, endereço e número de telefone de contato (tanto do contratante quanto do contratado). 

Esses dados são o básico do básico e você deve utilizar o nome completo. Evite abreviações ou apelidos para garantir que todas as partes envolvidas estejam claramente identificadas. 

Incluir seu CPF (ou CNPJ) e o do cliente é fundamental para registro legal e para que você possa estabelecer um contrato válido perante a lei.

Ao mencionar o endereço, é recomendado fornecer detalhes precisos, incluindo o número da residência, nome do bairro, cidade e CEP. Inclua também um número de telefone de contato confiável para ambas as partes para se comunicar de maneira eficaz durante todo o serviço, esclarecer dúvidas e resolver qualquer problema que possa surgir.

2. O que será entregue

Você precisa abordar no contrato de fotografia tudo que será entregue ao cliente. 

  • Quantas fotos estão incluídas no pacote?
  • Haverá entrega em pendrive?
  • Terá entrega física? Quantas páginas terá neste álbum?
  • Vão ocorrer sessões extras?
  • O ensaio terá locações diferentes?
  • Você vai precisar usar equipamentos específicos?

Esses detalhes são importantes para evitar mal entendidos e garantir que as expectativas do cliente sejam atendidas. Então, não deixa de descrever minuciosamente o tipo de serviço contratado especificando a duração e qualquer aspecto que esteja incluído. 

Quanto mais claro o contrato de fotografia, menor a chance de rolar surpresas ou conflitos posteriormente. 

Não tenha receio de ser específico e detalhado ao descrever o serviço.

Isso vai te ajudar a estabelecer uma base sólida de entendimento entre você e o cliente, evitando qualquer incerteza ou decepção no futuro. 

3. Forma de pagamento

Outro ponto importante demais pro seu contrato na fotografia é a questão do pagamento

  • Quanto será necessário pagar
  • Qual será a forma de pagamento? 
  • Será à vista ou parcelado? 
  • Quanto às opções de pagamento: transferência bancária, boleto ou cartão de crédito? 
  • Haverá cobrança de juros em caso de parcelamento? 

É fundamental deixar claro para ambas as partes envolvidas todas as informações relacionadas ao pagamento. Assim, o fotógrafo passa a ter garantia de receber corretamente pelo seu trabalho. Ao mesmo tempo, o cliente tem clareza sobre as condições de pagamento e pode se programar direitinho.

Ter essas informações específicas de forma detalhada no seu contrato de fotografia também vai te proteger de levar o famoso calote –  já que está tudo documentado e assinado entre as duas partes. 

E se mesmo assim o pior acontecer, você tem esse resguardo.

4. O que acontece em algumas situações

Às vezes, você pode precisar prever algumas situações para colocar no contrato quais serão as atitudes tomadas caso elas ocorram.

Imprevistos acontecem. A gente torce para que não, mas às vezes é inevitável. Então pense: o que rola se você ficar doente e não conseguir comparecer no dia marcado ou se o cliente desistir? Tem alguma multa prevista? E qual é a porcentagem dessa multa? 

São detalhes que você precisa dar uma conferida, saber como funcionaria e, principalmente nos casos da cláusulas personalizadas, é sempre bom ter a orientação de um advogado.

É importante garantir que o contrato cubra o máximo possível de imprevistos, como doenças ou desistências. Dessa forma, você define as consequências e evita problemas futuros.

Esteja preparado para qualquer eventualidade. Só assim você vai se sentir mais tranquilo e seguro ao fechar um novo trabalho.

5. Direito autoral/imagem

Nada de esquecer da cláusula que fala sobre direitos autorais e direitos de imagem no seu contrato de fotografia. 

Você precisa deixar especificado como as fotos serão utilizadas, onde serão publicadas e a autorização do cliente para ser fotografado por você. 

Além disso, é importante ter documentado no contrato a permissão do cliente para que as fotos sejam compartilhadas em redes sociais. Assim como a necessidade de incluir a autoria das imagens quando ocorrer o uso público delas.

Nesse trecho, mencione a lei de direitos autorais, destacando que as fotos não podem sofrer modificações sem autorização, incluindo a aplicação de filtros. 

Isso porque hoje em dia todo mundo usa as redes sociais e gostam de postar fotos nelas. E muitos fotógrafos ficam frustrados ao ver outra edição por cima daquela que já fizeram. 

Ah, é importante lembrar que o direito autoral pertence ao fotógrafo, à sua obra.  Já o direito de imagem pertence ao cliente. Afinal, é ele quem aparece nas fotos.

Então, tem que existir uma autorização por parte do cliente também deve para divulgação dessas fotos, caso seja necessário, por exemplo, para trabalhos com marcas ou outros fins comerciais. 

Todos os detalhes devem ser minuciosamente descritos nesta cláusula.

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