Como comecei em fotografia | Coisa de Fotógrafa

Como comecei em fotografia

Muitas pessoas me perguntam como eu comecei em fotografia, e quando eu conto vejo que muitos se identificam com a minha história.

Eu sempre gostei de fotografia, fazia foto o dia inteiro com as minhas amiga, então, indiretamente eu já entendia um pouco de luz, enquadramento, pose, que roupa ficava legal… Mas coisa de adolescente sabe? Eu não via isso como uma profissão, e, na época, nem estava tentando fazer foto pra ser fotografa… Eu só queria fazer fotos boas minhas e das minhas amigas.

Desde a época da escola, eu nunca gostei de naaada… Nenhuma matéria me encantava e na época de vestibular nenhum curso de faculdade parecia ser pra mim (logo, eu não me via em nenhuma profissão também). A única coisa que eu pensava em fazer era publicidade, por ter um ambiente mais de criação acabava sendo um ambiente que combinava mais comigo, já que eu tinha que escolher alguma coisa.

Depois que me formei no colégio, eu ainda fiz um ano de pré vestibular e a indecisão continuava. Mas, nesse meio tempo de pré, em paralelo eu fazia alguns workshops e cursos pra ver se me dava uma luz. Fiz alguns de marketing, publicidade e propaganda, fiz outro de design gráfico e entre esses cursos, fiz um fundamental de fotografia. Foi o último que fiz e eu amei o curso! Eu estava encantada com tudo desde a primeira aula.

Eu estava adorando descobrir as funções de uma câmera DSLR, conhecer as lentes, o que cada uma fazia, para que cada uma serve, conhecer um pouco da história da fotografia e qualquer coisa que eles falavam eu estava igual uma boba escutando, anotando e absorvendo tudo. Nesse outro post aqui eu falo um pouquinho do curso fundamental de fotografia.

Depois de finalizar o curso fundamental, mesmo sabendo que eu queria trabalhar com fotografia e começar o mais rápido possível, eu sabia que precisava de mais instrução, mais conhecimento, pra não sair por ai fazendo qualquer coisa. E também antes de sair comprando equipamento igual uma doida, eu fiz mais cursos, um deles foi o de flash, pra eu ter um domínio um pouco maior sobre luz, entender sobre fotografia em estúdio e os tipos de iluminação, ainda mais por achar que eu iria trabalhar com fotografia de moda e produto.

E fazer esse curso foi uma decisão muito boa, porque deu pra eu ter uma noção ainda mais do equipamento que eu precisaria comprar. Por isso que eu aconselho primeiro ter uma noção da área que pretende trabalhar antes de comprar coisas, pois provavelmente você vai gastar dinheiro com algo que não precisa. Nesse curso de flash e em outro de foto publicitária que eu percebi que estúdio não era muito a minha praia, então, os softboxs e tripés de luz que eu queria comprar, eu já risquei da listinha pois não precisava.

Com a ajuda da minha mãe comprei minha primeira câmera, que foi uma Nikon D90, ela vinha com uma lente 18-105 e eu usei por um tempinho essa lente do kit, até que comprei a 50mm. Chamei várias amigas pra fotografar, e esse caminho eu acho muito legal! Eu aprendi muito fotografando pessoas com quem eu ficava confortável. Era algo sério, mas parecia diversão, sabe? Eu estava ali treinando, aprendendo e me divertindo ao mesmo tempo.

Era trabalho de graça? Sim. Mas tinha benefício PRA MIM também. Como eu estava praticando e aprendendo, precisamos ver isso de forma contrária. Eu não estava dando um ensaio de graça. Uma amiga é que estava disponibilizando seu tempo pra posar pra mim, pra eu treinar, pra eu criar, pra eu fazer meu portfólio. Tem toda diferença entre você convidar uma amiga pra fotografar pra você fazer portfólio e treinar, do que uma pessoa ver as fotos que está fazendo, te pedir orçamento e você falar “ah, é de graça, estou só treinando”. Assim você está desvalorizando seu tempo e seu trabalho.

Dessa forma dando de graça, você nunca acha que seu trabalho está bom o suficiente pra ter um preço a ser pago e, com isso, demora muito mais pra você chegar no seu preço, consequentemente demora mais pra atingir o seu publico ideal e chegar em um valor legal pra começar a trabalhar oficialmente com fotografia.

Depois de vários ensaios desses de portfólio, cada um com uma modelo amiga, cada um em um cenário, testando horários diferentes, que eu comecei a querer publicar alguma coisa. Eu fui também em alguns ensaios com amigos fotógrafos que me ajudaram muito! Assim pude observar como era um ensaio de verdade e fazer foto também, pra ter mais portfólio e experiência. Depois ia na casa deles vê-los editar, uma amiga me apresentou o Lightroom e como organizava os catálogos e tudo mais. Se não me engano passei uns 6 meses assim, só observando e pondo em prática.

Eu também fiz um pouco de cada coisa na fotografia, pois queria me descobrir. Fui em casamentos como assistente, depois fui como vigésima quarta fotógrafa (e odiei), assisti ensaios de moda, com várias produções, fiz foto de bebê (com a mãe manuseando tudo pois eu morria de medo de fazer algo errado), fiz foto de família, de crianças maiores e tudo que eu podia até me entender e me encontrar. E, para mim, esse é o caminho. Teste, prática e estudo! (Para cada hora estudada, ponha em prática por uma ou duas horas).

Foi assim, todo amigo que eu tinha oportunidade de convidar pra fazer umas fotos, eu chamava, e a cada iniciativa minha eu sabia que estava me aperfeiçoando. Mergulhei em livros de fotografia, li sobre tudo, assisti e ainda assisto muitos cursos online.. Existe um mundo de oportunidade para aprender!

E após essa prática inicial, aí sim eu fiz logo, cartão de visita, botei minha página no Facebook, botava fotos de making of no Instagram pra mostrar que estava levando aquilo a sério, que quem quisesse podia entrar em contato e isso (de fazer bastante foto de portfólio antes de realmente iniciar) foi muito positivo, pois quando um cliente aparecia eu estava mais empolgada do que com medo. Eu estava animada, e não preocupada se ia conseguir fazer algo legal.

Com o tempo eu me vi mais encantada pela área de família, queria fotos mais naturais e clarinhas, o que me tirou 100% das fotos de moda, com edições carregadas e super produções e procurei novos workshops com fotógrafos que admirava, comecei a saber quem era as minhas referências e o que eu realmente achava bonito e queria aplicar pro meu trabalho.

como-comecei-em-fotografiaE, caso você esteja nessa fase de descobertas na fotografia, tenho uma dica pra você dar os primeiros passos hoje mesmo:

– Está na dúvida se quer entrar realmente pra fotografia de família? Convide uns 5 amigos que possam posar pra você. Um que tenha bebe pequeno, outro que tenha 2 filhos um pouco maiores e outro ensaio faz com uma família grande, com avós e tudo mais.

 – Quer fazer mais ensaios newborn e ver se é nessa área que quer entrar? Primeiro invista em um workshop específico de fotografia newborn, que ensina sobre as poses e seus riscos e cuidados, depois publique no seu facebook (pode ser o pessoal mesmo) que está procurando bebês que irão nascer nas próximas semanas e quer fotografá-los com até 12-15 dias.

 – Tem se interessado por ensaios boudoir? Pense em algumas amigas que possam posar pra você e te autorizem publicar, e convide para fazer fotos.

 – Quer entrar no mercado de casamentos? Comece a fotografar muitos casais, e também procure oportunidades para ir fotografar casamentos para pegar experiência.

 São exemplos, ok? Mas é dessa forma que as coisas vão começar a clarear para você!

Pra finalizar:

Me conta aqui nos comentários como está sendo essa descoberta inicial da fotografia, se esse post te ajudou de alguma forma, e o que você vai fazer a partir de hoje para iniciar também.

Beijos,

Isis

  • Nicole Antunes

    Amei seu blog, amei as cores, e hoje foi a primeira vez que fiz uma visitinha! Mas espero voltar sempre, é lindo ver seu amor, espero um dia poder me envolver com a fotografia além do amor platônico!

    Beijos.

    fenix-es.blogspot.com